Tela na Vinha – Rede de proteção para as uvas

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tela na vinha

Primeiro de tudo… Por que usar a tela ou a rede de proteção na vinha?

A partir do Pintor, onde temos início uma fase de maturação das uvas, o cultivo protegido tem o objetivo de mitigar ações extremas do clima, agindo como barreira física contra o vento, altas temperaturas, granizo, geadas e afins. Além de diminuir a incidência de pássaros e insetos.

É importante entender que …

O clima é considerado um elemento determinante no ciclo produtivo da vinha, influenciando diretamente fatores como a fitossanidade, a produtividade e a qualidade dos frutos. A radiação solar, a temperatura do ar, a precipitação pluviométrica, a umidade relativa do ar e o vento, são os elementos meteorológicos de maior influência sobre esses fatores.

O estresse térmico pode dar origem a problemas como o escaldão nas folhas, levando a uma diminuição ou até mesmo parando a atividade fotossintética da planta. Já no caso do escaldão ou desidratação dos bagos, para além da diminuição do rendimento, temos um aumento no volume alcoólico que pode ser indesejável, devido a concentração dos açúcares e a perda de acidez que pode fazer falta no equilíbrio do vinho. Uma tela pode gerar um sombreamento de 15 a 20% na região instalada.

Mas e o vento? Não seria um aliado favorecendo o arejamento das plantas? Sim, mas em excesso estimula a desidratação da mesma. Já no caso de regiões onde há ocorrência de granizo, o mais indicado é o cultivo protegido protegido. 

Quanto ao ataque de pássaros e insetos, primeiro podemos destacar ao aspecto quantitativo, que pode representar um prejuízo necessário, há casos que chegam a mais de 50%. O pior é que o aspecto qualitativo está associado, pois o ataque acaba por romper de alguma forma a película do bago, favorecendo o ataque secundário, o dos fungos. Ou seja, uma tela além proteger, reduz o uso de fitossanitários.

Talvez o único problema da tela seja o custo inicial elevado, aliado a necessidade do uso de mão de obra. No que diz respeito ao tempo de uso, sua durabilidade gira em torno de 10 anos. 

Ref .: EPAGR

Eduardo Amorim

Eduardo Amorim

Fundador
Enólogo com Licenciatura e Mestrado em Enologia e Viticultura,
Sommelier ABS-SP/ASI, Wine Educator.

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